Sei que não postamos nada há muito tempo e que não comentamos nada sobre o casamento e a lua-de-mel, mas eu preciso desabafar!

Eis que na primeira etapa da entrega dos presentes me deparo com o seguinte cartão:

Paulo?!

Mariana: who the fuck is Paulo?

(Para os mais desavisados, não houve briga alguma, foi só uma brincadeira… Mas o erro do remetente é real!)

 

Falha técnica na postagem desse post, uma vez que eu gostaria de postá-lo nessa segunda-feira, dia 20, exatos dois meses antes do casamento.

Esse texto foi escrito por mim, à pedido da Aline, pra ser lido no chá-de-panela da Mari, versão Sampa.

Espero que gostem! Lá vai! ;-)

Me pediram – cortesia da D. Aline – pra escrever sobre a receita pra um casamento perfeito. Embora eu saiba que é o que eu mais quero na minha vida, foi bem difícil alinhar os sentimentos com a razão pra explicar como eu vou buscar construir isso junto da Mari.

Antes de querer buscar isso, precisei pensar no que é um casamento perfeito. Perfeição sugere o maior nível de qualidade que algo pode atingir, com a completa inexistência de imperfeições. Mas isso jamais pode ser aplicado pra um casamento. Tenho certeza que passaremos por dificuldades ao longo de uma vida toda. Aí isso me faz pensar que a perfeição de um casamento não está na inexistência de problemas, mas sim na capacidade de superar-se quaisquer dificuldades que iremos enfrentar, juntos.

Meu casamento com a Mari é a confirmação de um sentimento que me acompanha há muitos anos. E acho que aí já comecei bem na busca do casamento perfeito; escolhi muito bem. A Mariana me completa, me agrada, me alegra, cuida de mim. E me irrita também, às vezes de montão, mas até as chatices dela eu adoro. Tivessem havido as circunstâncias ideais (leia-se dinheiro suficiente) já teríamos casado antes. É um casamento que vem se arrastando ao longo de quase seis anos pra sair, mas que vale cada instante ao lado da mulher da minha vida.

Certo, acertei na mosca. Agora vai ter um porção de coisas que iremos descobrir juntos, e iremos enfrentar juntos. Mas somos mais que um casal. A Mari é, fácil, minha melhor amiga. A Mari é minha parceira, minha cúmplice. Se quiser usar uma figura de expressão lá das Alagoas – que correm nas veias dessa minha ruivinha – digo que é minha Maria Bonita. Só não sou o Lampião porque não sou caolho – mas se eu perder uma vista vou usar tapa-olho, e não tem choro, Mari!

Julgo que cumplicidade é muito importante. Teremos afinal de contas que traçar os mesmos caminhos, sempre de mãos dadas. Haverão divergências com toda a certeza. Mas queremos o mesmo – o casamento perfeito. E aí tenho certeza que chegaremos no meio termo, na melhor opção, termos os dois certeza que acertamos. Sem um ganhar do outro, porque não vou fazer da minha – da nossa – felicidade um jogo. Eu só ganho quando a Mari também ganhar. E faço qualquer coisa pra Mari ganhar. Ceder não é derrota, é decisão conjunta; um cede agora, o outro cede depois, ambos ganham em todas.

O andar sempre de mãos dadas não significa controle. Namorar por quatro anos à 450km de distância me ensinou muito bem duas coisas: liberdade e confiança. Não fosse assim, certamente não chegaríamos até aqui. Seria impossível conviver à distância desconfiando um do outro o tempo todo (sim, houveram ciúmes também, ninguém é de ferro). Nosso amor sempre nos deu segurança mútua, e cada um sempre pode fazer suas coisas sem medos. Também não significa descuido, é mais como confiança no próprio taco. E isso é algo que iremos continuar exercendo sempre. Tenho certeza que a Mari vai me deixar jogar o futebolzinho de segunda (ou qualquer outro dia que o calendário esportivo definir – sim, isso é pra me garantir, afinal isso está escrito!) sem problemas. Até porque ela sabe que todos os outros dias eu vou mais é querer ir logo pra casa e pros carinhos dela o quanto antes. Assim como ela sabe que sempre vou deixar ela sair a passear com a turma dela (sim, vocês mulherada) sem me ter no encalço.

Certamente essa receita não está completa. Mas vamos aprender durante todos os dias como melhorar esse tal de casamento perfeito. Paciência e respeito certamente são outros ingredientes, e creio que em doses bem generosas. Assim como paixão.

Sempre ouço as pessoas comentarem que com o tempo a paixão se vai, e sobra o amor. Caramba, demora pra isso acontecer então. Porque eu amo a Mariana muito mais que antes, e sou tão apaixonado como no nosso segundo dia. Calma! O primeiro dia que ficamos juntos no Jardim Botânico foi bom, mas foi no segundo dia que eu percebi no que tinha me metido. Acho que gastei ali minha oportunidade de ganhar na Mega-Sena, porque foi muita sorte de ter achado a Mari! E não, não tenho planos de deixar essa paixão passar.

Se depender de mim, vou fazer tudo isso bem direitinho pra fazer a Mari ter que me aguentar por bastante tempo. Quero que fiquemos velhinhos juntos, daqueles que as pessoas usam como referência, tais como se faz com os gordos e os carecas (e principalmente com os gordos carecas). “Ali na frente daquele casal de velhinhos”. Só não precisa ser rápido pra chegar até lá não.

Talvez as circustâncias não sejam fáceis, mas vai ser fácil superar qualquer coisa. Porque estou casando com a mulher da minha vida, que tanto admiro e respeito, que tanto sabe me fazer feliz!

Mari, não é novidade nenhuma pra ninguém, mas eu não canso de falar. Te amo mais que tudo nessa vida, e nada pra mim é mais importante que te fazer feliz. Muito obrigado por me dar a oportunidade de fazer isso pro resto da minha vida!

Beijos de quem vai pra sempre te querer,
Rafa

 

Quem me conhece sabe o quanto gosto de carros antigos, muito mais (mas muito mais mesmo!) que carros modernos.

Então fiz com a Mari um acordo. Ela poderia escolher tudo que era coisa, mas o carro seria por minha conta!

Nunca gostei muito de calhambeques, que são a grande pedida de casamentos. Os carros que realmente me interessam são os carros da década de 40 a 60. Packard, Oldsmobile, Cadillac, todas marcas que me fascinam. E principalmente Mercury.

Inicialmente eu pensava em conseguir um carro com suicide doors, pois julgava que seria melhor pra Mari entrar com o vestido. Algo como o Packard 1940 da Autos Antigos, porém o preço caríssimo (pra lá dos mil reais!) inviabilizou o projeto.

Acabamos que nos deparamos com o pessoal da Garagem do Tempo por indicação da Simone Vitorazzi, nossa cerimonial, e lá encontramos o carro que queríamos – mais precisamente que eu queria!

Embora eles tenham um Nash Ambassador 1947, lindíssimo e com suicide doors, eu não pude resistir à tentação de um Mercury. Não teve como, Mercury é um sonho de consumo.

Essa foto aí em cima é o próprio, que fica exposto no Museu do Automóvel aqui em Curitiba, no Parque Barigüi. Trata-se de um Mercury Monterey 1953, com motor V8 de 120hp e charme insuperável.

Não posso dizer que é foi barato, mas foi um preço justo. Não foi muito mais caro que o aluguel de um PT Cruiser, por exemplo, e foi bastante distante de qualquer coisa alugada pela Autos Antigos. Vale à pena pra sentir o gostinho de ter um carro desses, nem que seja por alguns momentos!

Podem falar à vontade que casamento é algo muito mais da noiva que do noivo, mas do caminho da Igreja até a festa, podem ter certeza que o momento de deleite vai ser muito mais meu!

 

Pensando na cerimônia religiosa só faltava definir a música. Eu sempre tive certeza de que queria um coral. Como eu já cantei alguns anos no Coral da Varig e estudei música por outros tantos, teria que ser algo bem clássico.

Primeiro assisti a um ensaio do coral da Igreja Santa Terezinha. A minha sogra (Valeria) foi comigo. Era apenas um ensaio e eu fui às lágrimas quando cantaram a Marcha Nupcial. (Isso porque era um ensaio, nem quero ver na hora).

Como faltava ainda muito tempo, não definimos nada. Esse ano acabamos fechando contrato com a Hilda do Musiclass (trompete, violino e piano) e através dela com o coral Clave de Lua.

Ontem eu e o Rafa tivemos uma reunião com a Hilda e o maestro do coral para escolhermos as músicas. Não fui muito difícil e me achei quando eles comentaram que era ótimo conversar com noiva que entendia de música e noivo com bom gosto…

Ficou assim:
Entrada das Testemunhas (que são testemunhas, não padrinhos): Divertissementes
Entrada da minha mãe com o pai do Rafa: Ode à Alegria (Beethoven, cantada em alemão)
Entrada do Rafa : Jesus Alegria dos Homens (Bach)
Entrada da daminha e pajem: Sinos! Isso mesmo!!! Aquela badalada infinita de sinos!!
Entrada da Noiva (vulgo, eu): Marcha Nupcial – óbvio!
Benção das Alianças: Ave Maria (Schubert)
Assinatura: Prelude
Saída: Glória (Vivaldi)

Depois da saída queremos chuva de arrozzzz!!!!!!!!

 

Como contei no meu último post decidimos o mês rapidinho, sem muitas dúvidas.

Escolhemos inicialmente o dia 13/12 para não ficar tão perto do Natal e tão pouco das minhas provas finais na faculdade que terminam dia 5/12.

Marcamos na igreja então dia 13/12/2008 às 20h00.

Assim, foi dada a largada para a escolha do buffet. Fomos em muitos buffets, muitos mesmo. Como já tínhamos uma data definida, acabamos nos concentrando naqueles buffets que teriam essa data disponível.
De todos os buffets que rodamos o que eu mais gostei foi o Indra Catering. Como eles já tinham um casamento marcado para o dia 13, acabamos desencanando e olhando os outros.

Foi aí que conhecemos o Piu José. Comida excelente, atendimento impecável, tudo muito especial. E ele ainda tinha nossa data! Minha mãe veio passar um final-de-semana aqui em Curitiba e acabamos fechando o contrato no Piu José.

Mas não era lá que eu queria… Antes de dormir eu fiquei falando pra minha mãe: mas eu queria no Indra… eu gostei do Piu.. mas mas mas mas…

No outro dia deu a louca, conversei com o Rafa e ele topou de mudarmos a data do casamento.

Liguei para o Gustavo (do Indra) e ele ainda tinha o 6/12 e o 20/12 livres. Acabou que ficou melhor dia 20/12 mesmo, assim vamos conseguir fazer nossa viagem de Lua-de-mel durante o Natal e o Ano Novo. Fui na igreja e acabei trocando o dia e o horário também. Marcamos mais cedo para aproveitarmos mais a festa. (18h30)

Liguei pra minha mãe e falei que seria o Indra mesmo e contei a data. Eu não me lembrava, mas meus pais se casaram nesse mesmo dia 20/12 e na mesma igreja que iremos nos casar também.

O Piu, mais uma vez, foi um querido. Não tivemos problemas com ele para cancelar o contrato. Eu e o Rafa fomos jantar lá no Dia dos Namorados e tudo estava maravilhoso.

Eu ainda não provei o jantar no Indra, o Rafa já foi em um casamento lá e adorou. Foi o casamento da Isi, não pude ir porque foi no mesmo dia que o casamento da Lickel e o RBP!