Falha técnica na postagem desse post, uma vez que eu gostaria de postá-lo nessa segunda-feira, dia 20, exatos dois meses antes do casamento.
Esse texto foi escrito por mim, à pedido da Aline, pra ser lido no chá-de-panela da Mari, versão Sampa.
Espero que gostem! Lá vai!
Me pediram – cortesia da D. Aline – pra escrever sobre a receita pra um casamento perfeito. Embora eu saiba que é o que eu mais quero na minha vida, foi bem difícil alinhar os sentimentos com a razão pra explicar como eu vou buscar construir isso junto da Mari.
Antes de querer buscar isso, precisei pensar no que é um casamento perfeito. Perfeição sugere o maior nível de qualidade que algo pode atingir, com a completa inexistência de imperfeições. Mas isso jamais pode ser aplicado pra um casamento. Tenho certeza que passaremos por dificuldades ao longo de uma vida toda. Aí isso me faz pensar que a perfeição de um casamento não está na inexistência de problemas, mas sim na capacidade de superar-se quaisquer dificuldades que iremos enfrentar, juntos.
Meu casamento com a Mari é a confirmação de um sentimento que me acompanha há muitos anos. E acho que aí já comecei bem na busca do casamento perfeito; escolhi muito bem. A Mariana me completa, me agrada, me alegra, cuida de mim. E me irrita também, às vezes de montão, mas até as chatices dela eu adoro. Tivessem havido as circunstâncias ideais (leia-se dinheiro suficiente) já teríamos casado antes. É um casamento que vem se arrastando ao longo de quase seis anos pra sair, mas que vale cada instante ao lado da mulher da minha vida.
Certo, acertei na mosca. Agora vai ter um porção de coisas que iremos descobrir juntos, e iremos enfrentar juntos. Mas somos mais que um casal. A Mari é, fácil, minha melhor amiga. A Mari é minha parceira, minha cúmplice. Se quiser usar uma figura de expressão lá das Alagoas – que correm nas veias dessa minha ruivinha – digo que é minha Maria Bonita. Só não sou o Lampião porque não sou caolho – mas se eu perder uma vista vou usar tapa-olho, e não tem choro, Mari!
Julgo que cumplicidade é muito importante. Teremos afinal de contas que traçar os mesmos caminhos, sempre de mãos dadas. Haverão divergências com toda a certeza. Mas queremos o mesmo – o casamento perfeito. E aí tenho certeza que chegaremos no meio termo, na melhor opção, termos os dois certeza que acertamos. Sem um ganhar do outro, porque não vou fazer da minha – da nossa – felicidade um jogo. Eu só ganho quando a Mari também ganhar. E faço qualquer coisa pra Mari ganhar. Ceder não é derrota, é decisão conjunta; um cede agora, o outro cede depois, ambos ganham em todas.
O andar sempre de mãos dadas não significa controle. Namorar por quatro anos à 450km de distância me ensinou muito bem duas coisas: liberdade e confiança. Não fosse assim, certamente não chegaríamos até aqui. Seria impossível conviver à distância desconfiando um do outro o tempo todo (sim, houveram ciúmes também, ninguém é de ferro). Nosso amor sempre nos deu segurança mútua, e cada um sempre pode fazer suas coisas sem medos. Também não significa descuido, é mais como confiança no próprio taco. E isso é algo que iremos continuar exercendo sempre. Tenho certeza que a Mari vai me deixar jogar o futebolzinho de segunda (ou qualquer outro dia que o calendário esportivo definir – sim, isso é pra me garantir, afinal isso está escrito!) sem problemas. Até porque ela sabe que todos os outros dias eu vou mais é querer ir logo pra casa e pros carinhos dela o quanto antes. Assim como ela sabe que sempre vou deixar ela sair a passear com a turma dela (sim, vocês mulherada) sem me ter no encalço.
Certamente essa receita não está completa. Mas vamos aprender durante todos os dias como melhorar esse tal de casamento perfeito. Paciência e respeito certamente são outros ingredientes, e creio que em doses bem generosas. Assim como paixão.
Sempre ouço as pessoas comentarem que com o tempo a paixão se vai, e sobra o amor. Caramba, demora pra isso acontecer então. Porque eu amo a Mariana muito mais que antes, e sou tão apaixonado como no nosso segundo dia. Calma! O primeiro dia que ficamos juntos no Jardim Botânico foi bom, mas foi no segundo dia que eu percebi no que tinha me metido. Acho que gastei ali minha oportunidade de ganhar na Mega-Sena, porque foi muita sorte de ter achado a Mari! E não, não tenho planos de deixar essa paixão passar.
Se depender de mim, vou fazer tudo isso bem direitinho pra fazer a Mari ter que me aguentar por bastante tempo. Quero que fiquemos velhinhos juntos, daqueles que as pessoas usam como referência, tais como se faz com os gordos e os carecas (e principalmente com os gordos carecas). “Ali na frente daquele casal de velhinhos”. Só não precisa ser rápido pra chegar até lá não.
Talvez as circustâncias não sejam fáceis, mas vai ser fácil superar qualquer coisa. Porque estou casando com a mulher da minha vida, que tanto admiro e respeito, que tanto sabe me fazer feliz!
Mari, não é novidade nenhuma pra ninguém, mas eu não canso de falar. Te amo mais que tudo nessa vida, e nada pra mim é mais importante que te fazer feliz. Muito obrigado por me dar a oportunidade de fazer isso pro resto da minha vida!
Beijos de quem vai pra sempre te querer,
Rafa