Archive for the ‘ pela noiva ’ Category

Pensando na cerimônia religiosa só faltava definir a música. Eu sempre tive certeza de que queria um coral. Como eu já cantei alguns anos no Coral da Varig e estudei música por outros tantos, teria que ser algo bem clássico.

Primeiro assisti a um ensaio do coral da Igreja Santa Terezinha. A minha sogra (Valeria) foi comigo. Era apenas um ensaio e eu fui às lágrimas quando cantaram a Marcha Nupcial. (Isso porque era um ensaio, nem quero ver na hora).

Como faltava ainda muito tempo, não definimos nada. Esse ano acabamos fechando contrato com a Hilda do Musiclass (trompete, violino e piano) e através dela com o coral Clave de Lua.

Ontem eu e o Rafa tivemos uma reunião com a Hilda e o maestro do coral para escolhermos as músicas. Não fui muito difícil e me achei quando eles comentaram que era ótimo conversar com noiva que entendia de música e noivo com bom gosto…

Ficou assim:
Entrada das Testemunhas (que são testemunhas, não padrinhos): Divertissementes
Entrada da minha mãe com o pai do Rafa: Ode à Alegria (Beethoven, cantada em alemão)
Entrada do Rafa : Jesus Alegria dos Homens (Bach)
Entrada da daminha e pajem: Sinos! Isso mesmo!!! Aquela badalada infinita de sinos!!
Entrada da Noiva (vulgo, eu): Marcha Nupcial – óbvio!
Benção das Alianças: Ave Maria (Schubert)
Assinatura: Prelude
Saída: Glória (Vivaldi)

Depois da saída queremos chuva de arrozzzz!!!!!!!!

 

Como contei no meu último post decidimos o mês rapidinho, sem muitas dúvidas.

Escolhemos inicialmente o dia 13/12 para não ficar tão perto do Natal e tão pouco das minhas provas finais na faculdade que terminam dia 5/12.

Marcamos na igreja então dia 13/12/2008 às 20h00.

Assim, foi dada a largada para a escolha do buffet. Fomos em muitos buffets, muitos mesmo. Como já tínhamos uma data definida, acabamos nos concentrando naqueles buffets que teriam essa data disponível.
De todos os buffets que rodamos o que eu mais gostei foi o Indra Catering. Como eles já tinham um casamento marcado para o dia 13, acabamos desencanando e olhando os outros.

Foi aí que conhecemos o Piu José. Comida excelente, atendimento impecável, tudo muito especial. E ele ainda tinha nossa data! Minha mãe veio passar um final-de-semana aqui em Curitiba e acabamos fechando o contrato no Piu José.

Mas não era lá que eu queria… Antes de dormir eu fiquei falando pra minha mãe: mas eu queria no Indra… eu gostei do Piu.. mas mas mas mas…

No outro dia deu a louca, conversei com o Rafa e ele topou de mudarmos a data do casamento.

Liguei para o Gustavo (do Indra) e ele ainda tinha o 6/12 e o 20/12 livres. Acabou que ficou melhor dia 20/12 mesmo, assim vamos conseguir fazer nossa viagem de Lua-de-mel durante o Natal e o Ano Novo. Fui na igreja e acabei trocando o dia e o horário também. Marcamos mais cedo para aproveitarmos mais a festa. (18h30)

Liguei pra minha mãe e falei que seria o Indra mesmo e contei a data. Eu não me lembrava, mas meus pais se casaram nesse mesmo dia 20/12 e na mesma igreja que iremos nos casar também.

O Piu, mais uma vez, foi um querido. Não tivemos problemas com ele para cancelar o contrato. Eu e o Rafa fomos jantar lá no Dia dos Namorados e tudo estava maravilhoso.

Eu ainda não provei o jantar no Indra, o Rafa já foi em um casamento lá e adorou. Foi o casamento da Isi, não pude ir porque foi no mesmo dia que o casamento da Lickel e o RBP!

 

Depois do pedido de noivado começamos a pensar no casamento. Aonde, como, quanto, quem… são muitas as questões a serem resolvidas….aiaiaiaiai

O Rafa queria que a cerimônia fosse na Igreja das Mercês. Ano passado eu morava na Westphalen, de frente pra Praça Rui Barbosa, e de vez em quando dava uma passadinha ali na Igreja do Bom Jesus. Não deu outra, invoquei que queria casar lá. (Meus pais se casaram lá também, inclusive no mesmo dia que iremos nos casar). O Rafa acabou gostando pelo fato de a igreja também ser da Ordem Franciscana (como a das Mercês). No final das contas acabou sendo melhor, pois a igreja é menor e gastamos metade do que gastaríamos pra decorar a Igreja das Mercês.

A decoração foi ótima pra escolher. Rodei 4 floriculturas “famosinhas” da ceninha casamento de Curitiba. Uma caríssima, outra sem noção que achou que meu pai era meu noivo, outra estilo curitibano frio de se atender e finalmente a Querubim. O dono da Querubim se chama Henrique e ao contrário dos homens que trabalham nesse ramo de casamento, não é gay. Como meus horários e os do Rafa são meio loucos, temos sempre que dar um jeitinho no almoço ou depois das 18:00 pra ver alguma coisa do casamento.

No dia anterior que fecharíamos o contrato da floricultura, o Rafa me liga. (eu estava no trânsito) “Mari, vamos amanhã fechar a floricultura lá no Henrique, tá?”

Temos um amigo que se chama Henrique, que é marido da Jaque. O Henrique tem um amigo que é meio “faz tudo”, que dá um jeito em tudo, trambiqueiro mesmo (risos). Sei lá porque tive um devaneio daqueles do “Doug” ou do “Bobby”, do “Fantástico mundo de Bobby”, lembram?

Imaginei o Rafa comentando quanto gastaríamos com as flores lá na casa do nosso amigo Henrique e ele dizendo que o Pedrinho arrumaria isso pra gente por bem menos. Imaginei o Pedrinho num caminhão trazendo flores sei lá de onde.

Bom, aí o Rafa teve que me lembrar que o Henrique do qual ele falava era o dono da Querubim e não o nosso amigo.

Ah! A data é a primeira coisa que tivemos que decidir, para podermos marcar na igreja. Não tivemos muito o que pensar: dezembro = calor e férias da federal! O dia? Conto no próximo post!

 

O casamento sempre esteve nos meus sonhos e brincadeiras de criança, onde eu me imaginava mãe de diversas crianças, com um cachorro e feliz ao lado do meu marido que até então não tinha nome.

É engraçado me ver no lugar daquela Barbie noiva, ela me parece tão… tão… mulher!

As pessoas me perguntam com freqüência se eu estou me sentindo “adulta” e eu já me fiz essa pergunta diversas vezes. A resposta é: não! Por mais que eu tenha 24 anos, por mais que eu esteja noiva e a pouco tempo de me casar e formar uma família, eu me olho no espelho e vejo a mesma menina que quando caía de bicicleta chorava no colo da mãe ou aquela que escondia o boletim do pai. Fiz a primeira prova do vestido de noiva na semana passada, minha mãe ao me ver, chorou. Eu brinquei com ela e perguntei se eu estava tão feia assim a ponto de fazê-la chorar! Me senti a própria Barbie noiva, mas ao mesmo tempo me senti a Skipper provando seu vestido de 15 anos.

Acho que me sinto assim porque tudo acontece tão rápido que nem nos damos conta do tempo que se passou.

Só me lembro do dia que conheci o Rafael, e quando saímos do Freddo o Rafa abriu a porta do carro para eu entrar. Sim, era ele! Eu sempre sonhei que meu príncipe encantado abriria a porta do carro para eu, princesa, entrar. Eu parei por alguns instantes e não acreditava que tínhamos nos encontrado tão cedo!

Cinco anos se passaram e agora estamos prestes a tornar nosso sonho realidade!

Provavelmente o Ale não imaginou que essa história terminaria (ou começaria) assim. Certamente a maioria de vocês não saiba quem é o Ale. Ele é o nosso cupido! =]