Depois do pedido de noivado começamos a pensar no casamento. Aonde, como, quanto, quem… são muitas as questões a serem resolvidas….aiaiaiaiai

O Rafa queria que a cerimônia fosse na Igreja das Mercês. Ano passado eu morava na Westphalen, de frente pra Praça Rui Barbosa, e de vez em quando dava uma passadinha ali na Igreja do Bom Jesus. Não deu outra, invoquei que queria casar lá. (Meus pais se casaram lá também, inclusive no mesmo dia que iremos nos casar). O Rafa acabou gostando pelo fato de a igreja também ser da Ordem Franciscana (como a das Mercês). No final das contas acabou sendo melhor, pois a igreja é menor e gastamos metade do que gastaríamos pra decorar a Igreja das Mercês.

A decoração foi ótima pra escolher. Rodei 4 floriculturas “famosinhas” da ceninha casamento de Curitiba. Uma caríssima, outra sem noção que achou que meu pai era meu noivo, outra estilo curitibano frio de se atender e finalmente a Querubim. O dono da Querubim se chama Henrique e ao contrário dos homens que trabalham nesse ramo de casamento, não é gay. Como meus horários e os do Rafa são meio loucos, temos sempre que dar um jeitinho no almoço ou depois das 18:00 pra ver alguma coisa do casamento.

No dia anterior que fecharíamos o contrato da floricultura, o Rafa me liga. (eu estava no trânsito) “Mari, vamos amanhã fechar a floricultura lá no Henrique, tá?”

Temos um amigo que se chama Henrique, que é marido da Jaque. O Henrique tem um amigo que é meio “faz tudo”, que dá um jeito em tudo, trambiqueiro mesmo (risos). Sei lá porque tive um devaneio daqueles do “Doug” ou do “Bobby”, do “Fantástico mundo de Bobby”, lembram?

Imaginei o Rafa comentando quanto gastaríamos com as flores lá na casa do nosso amigo Henrique e ele dizendo que o Pedrinho arrumaria isso pra gente por bem menos. Imaginei o Pedrinho num caminhão trazendo flores sei lá de onde.

Bom, aí o Rafa teve que me lembrar que o Henrique do qual ele falava era o dono da Querubim e não o nosso amigo.

Ah! A data é a primeira coisa que tivemos que decidir, para podermos marcar na igreja. Não tivemos muito o que pensar: dezembro = calor e férias da federal! O dia? Conto no próximo post!

 

Não, não vou contar dessa vez sobre o pedido de namoro, no Skarnaval. Não dessa vez!
Vou contar mesmo é sobre como pedi a mão da Mari em casamento…

É uma coisa que não é nem um pouco fácil. Não que eu não tivesse certeza do que estava fazendo; a certeza de que queria casar com a Mari já estava por aí há anos. O difícil mesmo é o como fazer.

A escolha da aliança não foi o mais difícil. Eu já tinha idéia de como seria mais ou menos. Cerca de um mês antes do pedido, fui lá e comprei. Difícil mesmo é o pedido.

Esse quadrinho aí (pode clicar em cima pra enxergar melhor), salvo os exageiros (se bem que o último seria particularmente surpreendente hahaha), demonstra bem o tamanho do pepino. Me passou na cabeça um monte de jeitos de como fazer, dos mais absurdos aos mais simples, sempre tentando imaginar o que a Mari gostaria mais.

O trauma do pedido em namoro (calma, nós vamos contar hahaha) me fez tirar da cabeça a idéia de fazer um pedido público. Tinha que ser algo particular. O quão particular é o que tinha que ser definido.

Aí então, no dia do aniversário de 23 anos da Mari, no dia 09 de maio de 2007, eu fiz o pedido. Realmente não lembro dos detalhes em torno do grande evento, mas sei que fomos pra casa da Mari, quando ela morava ainda lá na Westphalen.

Levei as alianças na caixinha dentro do bolso da jaqueta, e lá, quando a Mari tava no computador vendo as mensagens de feliz aniversário no orkut, fui até a cozinha, ajeitei do jeito que eu queria e então fui até ela.

Foi difícil, bastante complicado, mas consegui expor o que eu queria. Não foi exatamente do jeito que eu queria – eu fiquei muito nervoso e acho que mais balbuciei que falei hahaha.

Falei que eu tinha certeza daquilo e que eu queria me casar. A Mari já sabia, mas eu precisava oficializar. E cá estamos!

PS: a primeira coisa que a Mari falou depois que eu pedi não foi “sim”; foi “mas tu não ia pedir com o meu pai junto?” Eu não! Imagina se o véio aceita e ela não? Hahahaha…

 

O casamento sempre esteve nos meus sonhos e brincadeiras de criança, onde eu me imaginava mãe de diversas crianças, com um cachorro e feliz ao lado do meu marido que até então não tinha nome.

É engraçado me ver no lugar daquela Barbie noiva, ela me parece tão… tão… mulher!

As pessoas me perguntam com freqüência se eu estou me sentindo “adulta” e eu já me fiz essa pergunta diversas vezes. A resposta é: não! Por mais que eu tenha 24 anos, por mais que eu esteja noiva e a pouco tempo de me casar e formar uma família, eu me olho no espelho e vejo a mesma menina que quando caía de bicicleta chorava no colo da mãe ou aquela que escondia o boletim do pai. Fiz a primeira prova do vestido de noiva na semana passada, minha mãe ao me ver, chorou. Eu brinquei com ela e perguntei se eu estava tão feia assim a ponto de fazê-la chorar! Me senti a própria Barbie noiva, mas ao mesmo tempo me senti a Skipper provando seu vestido de 15 anos.

Acho que me sinto assim porque tudo acontece tão rápido que nem nos damos conta do tempo que se passou.

Só me lembro do dia que conheci o Rafael, e quando saímos do Freddo o Rafa abriu a porta do carro para eu entrar. Sim, era ele! Eu sempre sonhei que meu príncipe encantado abriria a porta do carro para eu, princesa, entrar. Eu parei por alguns instantes e não acreditava que tínhamos nos encontrado tão cedo!

Cinco anos se passaram e agora estamos prestes a tornar nosso sonho realidade!

Provavelmente o Ale não imaginou que essa história terminaria (ou começaria) assim. Certamente a maioria de vocês não saiba quem é o Ale. Ele é o nosso cupido! =]

 

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